AS EMPRESAS BRASILEIRAS E A BUSCA DA COMPETITIVIDADE INTRODUÇÃO


Escola de Administração da UFBA
Curso: Mestrado Profissional
Disciplina: Estado e sociedade
Professores: José Antonio Pinho e Ruthy Nadia Laniado
Aluno: Marcos Antonio Lima de Oliveira




Nos últimos trinta anos o país tem vivido uma série de movimentos que tem o objetivo de reformar o Estado visando conduzir o país a um estágio de desenvolvimento compatível com a sua dimensão continental, com o potencial das riquezas existentes e com o tamanho de sua população e da sua economia.

A grande maioria destas ações de reforma do Estado foi originada no próprio governo, embora também tenham havido ações originadas no seio da sociedade.

No início da década de setenta, em pleno regime militar, o governo Médici colocou como prioridade o crescimento do PNB. Foram tomadas ações que conseguiram obter, num período curto de tempo, uma das mais altas taxas de crescimento no mundo. O regime estava fechado. Não havia participação política. As ações todas foram desencadeadas pelo governo. Ficou célebre na época a expressão: "primeiro crescer o bolo para depois dividir". Houve uma grande concentração na renda.

O governo Geisel deu prosseguimento a este esforço através de um programa de metas apoiado na estatização da economia. Foram criadas diversas empresas estatais. O governo tinha, não só de promover a economia, mas também participar da produção em áreas consideradas estratégicas. Tudo isso estava aliado à visão da época, onde os assuntos estratégicos eram tratados no âmbito militar. Geisel lançou também os primeiros passos em direção à redemocratização.

A ação popular começava a surgir. O governo sofreu sucessivas derrotas nas poucas possibilidades de eleição que havia na época. Como o governo militar tinha todo o poder, respaldado no AI-5, o governo procurou reduzir essas derrotas criando condições eleitorais que a dificultavam. A imprensa começava a sair da tutela da censura e contribuía para a disseminação das idéias.

Já havia um consenso entre as classes esclarecidas que o desenvolvimento do estado passava primeiramente pela sua democratização. Esse processo tomou força durante o governo Figueiredo, que não conseguiu impor uma marca pessoal ao seu governo. O sindicalismo em São Paulo começou a se fortalecer. Surgiu o Partido dos Trabalhadores. A parte mais esclarecida da sociedade, incentivada pela imprensa escrita, começou a se posicionar. Surgiu o movimento pelas Diretas Já, que não conseguiu influenciar o Parlamento para obter a sua aprovação. Mas o espírito de mudança já estava impregnado.

A própria eleição indireta, criada pelos militares para manter o poder, já não conseguiu o seu objetivo. Antigos aliados do regime militar se articularam para a eleição de Tancredo Neves. A tragédia da sua morte turvou os planos, mas a direção já estava estabelecida. Logo teríamos a nova Constituição.

Enquanto o calendário da redemocratização seguia em frente, a economia a cada dia se tornava pior. A inflação galopante foi uma característica da época. O foco deslocou-se da política para a economia. Diversos planos foram tentados, sem sucesso.

O governo Collor surgiu como uma promessa de mudança nos métodos de fazer política. Mas em pouco tempo demonstrou que não estava estruturado para isso. O governo Itamar cumpriu o papel de completar o mandato mas teve o mérito de lançar um plano econômico que finalmente conseguiu acabar com a inflação, uma mal com o qual já convivíamos há mais de 20 anos.

Enquanto tudo isso acontecia no mundo político, a economia também buscava as suas soluções. No período militar as estatais tiveram um peso considerável na condução da nossa economia. Já se percebia que uma das bases do sucesso econômico era a produtividade das empresas. No início da década de 80, o modelo japonês já começava a despontar. Um país derrotado na Segunda guerra, sem qualquer recursos naturais, tornava-se a Segunda economia do mundo, com uma taxa de crescimento que, na opinião de alguns estudiosos, ameaçava a hegemonia dos Estados Unidos.


2. O INÍCIO DO MOVIMENTO

Uma das primeiras empresas que passou a se preocupar com a questão da produtividade foi a PETROBRÁS. A empresa era a principal compradora de produtos e serviços no mercado nacional. Nesse processo, a PETROBRÁS percebeu o grande desperdício que ocorria. Material gasto em excesso, prazos não cumpridos, retrabalho na execução das atividades, tudo isso tornava mais difícil a tarefa de gerenciar a empresa.

A empresa lançou um amplo programa de qualificação dos seus fornecedores, tendo como base os conhecimentos adquiridos por ocasião do início do programa nuclear brasileiro.

No meio dos anos 70 o Brasil realizou um acordo com a Alemanha com o objetivo de construir usinas nucleares. Seguindo o modelo típico do regime militar, o governo criou uma empresa estatal, a NUCLEBRÁS, com o objetivo de implantar o programa. Engenheiros e técnicos brasileiros foram enviados à Alemanha para aprender a nova tecnologia.

Dado os riscos envolvidos na indústria nuclear, a confiabilidade é um dos requisitos básicos. Essa confiabilidade só é obtida com um rigoroso programa de controle de qualidade na aquisição de materiais e serviços para indústria nuclear. Os técnicos enviados à Alemanha tomaram contato com a tecnologia do controle de qualidade. O programa nuclear não teve o sucesso desejado. Mas a tecnologia absorvida tornou-se de domínio dos brasileiros.

Foi lá que a PETROBRÁS foi buscar os conhecimentos que necessitava para implantar o seu programa de controle de qualidade dos fornecedores. A PETROBRÁS é responsável pela produção de 60 % do petróleo consumido no Brasil e por 100 % do seu refino. Um dos pontos fortes da empresa é o conhecimento de seus empregados, obtidos através de um forte programa de treinamento. Até a década de 80 todos os engenheiros contratados pela empresa passavam por um curso de especialização de 1.200 horas.

O programa de controle de qualidade dos fornecedores da PETROBRÁS envolvia auditorias periódicas nas empresas. As falhas eram registradas e a empresa tinha um tempo estipulado pela empresa para tomar as ações corretivas. Os fornecedores eram avaliados periodicamente, e os resultados da avaliação tinham influência nas próximas concorrências. Essas avaliações incluíam o treinamento e formação dos profissionais das empresas contratadas nos conceitos do controle da qualidade. Na época o foco já estava mudando do controle de qualidade para a gestão da qualidade. Na época eram utilizadas as normas canadenses, consideradas as melhores do mundo.

Para atender à necessidade de treinar o pessoal em qualidade, o Instituto Brasileiro do Petróleo, uma entidade sem fins lucrativos de certa forma ligada à PETROBRÁS começou a promover maciçamente treinamentos em qualidade. Eu mesmo fiz meu primeiro curso de qualidade nesta entidade em 1985. Centenas de profissionais foram treinados.

O caminho para a qualidade estava descoberto. No meio dos anos 80 engenheiros da PETROBRÁS tomaram conhecimento de um exame realizado pela Sociedade Americana de Controle de Qualidade ( ASQC ) que dava título de engenheiro da qualidade. Esses títulos tem um grande reconhecimento nos EUA. Os primeiros engenheiros obtiveram esse título. Rapidamente a informação se espalhou entre os profissionais treinados em qualidade. Hoje o Brasil é o segundo país do mundo em número de engenheiros com esse título, após os EUA. Temos cerca de 1500 profissionais com essa titulação.

Pela influência da Petrobrás, o assunto Qualidade começou a ser discutido no país. No meio da década de 80 o governo brasileiro, com o apoio do BIRD, fez um programa com o objetivo de capacitar instituições brasileiras para disseminar esses novos conceitos. Foram selecionadas três entidades para obter essa capacitação nos centros mais avançados. O IBQN foi designado para absorver a tecnologia européia, principalmente a alemã, em função do programa nuclear. A Fundação Vanzolini, ligada à USP, foi designada para absorver a tecnologia norte-americana. A Fundação Christiano Otoni (FCO), ligada à Universidade Federal de Minas Gerais foi designada para absorver a tecnologia japonesas.

Todas as três tiveram um papel destacado, mas a FCO foi a que obteve maior sucesso. Seu principal consultor o professor Vicente Falconi escreveu um livro sobre qualidade de acordo com o modelo japonês, que rapidamente tornou-se um best seller. A empresa formou um time de consultores e passou a orientar as empresas brasileiras na implantação do sistema. Outros livros foram publicados. Um intenso programa de treinamento foi desenvolvido. A FCO passou a dar consultoria a 600 empresas brasileiras, no início as maiores do país, que representavam cerca de 30% do PNB.


3. O PROGRAMA BRASILEIRO DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE.

Até os anos 80 o mercado brasileiro era protegido por elevadas taxas de importação, criando barreiras à importação de produtos. A concorrência restringia-se a um pequeno número de produtores brasileiros. Com isso a preocupação com qualidade e produtividade também era pequena. Os preços industriais eram fixados pelo governo através do Conselho Interministerial de Preços ( CIP ). Assim qualquer custo adicional decorrente da falta de qualidade e produtividade era repassado ao preço final. Como não havia concorrência internacional e o mercado local era cartelizado, o cliente final é que tinha que pagar o preço.

Em 1990 o recém eleito governo COLLOR, dentro do seu programa de mudanças e liberalização da economia, promoveu uma drástica redução nas alíquotas de importação. De repente o empresário nacional ficou frente a frente com a concorrência internacional, cujos preços eram menores que os praticados no mercado local. Nos primeiros anos a economia ficou paralisada. Temia-se o fechamento das maiores empresas brasileiras. Os empresários, reunidos em torno da FIESP, protestaram mas a altivez de Collor não permitiu que ele recuasse.

Collor procurou colocar na sua equipe pessoas não ligadas a governos anteriores. Ele foi buscar para compô-la um ex-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, que havia feito pesadas críticas à PETROBRÁS. Coincidiu que esse profissional havia trabalhado no programa de desenvolvimento de fornecedores da PETROBRÁS e era um dos primeiros brasileiros a obter a certificação de engenheiro da qualidade pela ASQC. Esse profissional trouxe outros colegas para o governo. Para dar uma resposta aos empresários, o governo COLLOR criou o PROGRAMA BRASILEIRO DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE (PBQP), que tinha como objetivo fomentar a utilização de técnicas de qualidade nas empresas visando aumentar a produtividade, reduzindo os custos e tornando-as competitivas em relação ao mercado internacional.

Na mesma época, 1990, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS concluía a tradução das normas da série ISO 9000. Essas normas foram lançadas pela ISO, órgão internacional de produção de normas sediado na Suíça, em 1987. Tinham como objetivo orientar as empresas na implantação de um sistema de qualidade para fornecer produtos de acordo com as necessidades dos clientes. Essas normas consolidavam a gestão da qualidade, uma sistemática de caráter preventivo na condução do processo da qualidade, em lugar do controle da qualidade, que é apenas um processo reativo.

A ISO 9000 é uma série de padrões internacionais para "Gestão da Qualidade" e "Garantia da Qualidade". Ela não é destinada a um "produto" nem para alguma indústria específica. Tem como objetivo orientar a implantação de sistemas de qualidade nas organizações.

As regras e os padrões da Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade são complementares aos padrões do produto, e são implantados para melhorar a sua qualidade, com impacto na funcionalidade do Sistema da Qualidade.

A implantação da norma ISO 9000 em uma empresa tem como produto um aumento da sua produtividade, decorrente da redução de desperdícios, da redução de produtos não conformes, da redução de retrabalho na execução das atividades.

Algumas grandes empresas viram na ISO 9000 um modelo a ser seguido dentro da linha do PBQP. Em 1992 12 empresas obtiveram a certificação ISO 9000. Em função do programa de fornecedores da PETROBRÁS, já havia um número razoável de profissionais com conhecimentos na área da qualidade. Esses profissionais rapidamente aprenderam os conceitos da ISO 9000 e passaram a implementar em suas empresas.

Naquela época corria a informação que os países europeus, em função da criação do Mercado Comum Europeu em 1992, iriam exigir a implantação da ISO 9000 das empresas que quisessem exportar para esse mercado. Com isso as empresas exportadoras brasileiras foram as primeiras a aderir a esse novo sistema.

Seguindo uma das metas do PBQP, em 1991 foi criada uma fundação privada, sem fins lucrativos, mantida por 39 empresas, com o objetivo de promover o Prêmio Brasileiro de Qualidade. A premiação em qualidade tem o objetivo de reconhecer a excelência das empresas. Surgiu no Japão em 1950 com a criação do prêmio Deming. Em 1984 surgiu nos Estados Unidos o Prêmio Malcolm Baldridge com o mesmo objetivo. O Brasil seguia os mesmos passos.

O processo de premiação é bastante rigoroso. Apenas duas empresas são premiadas por ano. As empresas candidatas elaboram um relatório descrevendo o seu processo de gestão. Cada relatório é analisado por dez profissionais da qualidade, selecionados entre os mais capacitados no país e submetidos a um treinamento de três dias. O processo é eliminatório por etapas, até que as melhores empresas são indicadas para serem visitadas por examinadores seniores. Para se Ter uma idéia do nível de exigências, uma empresa que tenha apenas a ISO 9000 implantada poderá Ter no máximo 40 % dos pontos requeridos.

Enquanto isso o movimento pela implantação da ISO 9000 prosseguia. Em 1995 o Brasil era um dos países do mundo com a maior taxa de crescimento no número de certificados. O número total ainda não era expressivo pois o Brasil partiu com um atraso de três anos em relação aos países europeus.

Logo as principais empresas brasileiras já tinham obtido o certificado ISO 9000. Embora a relação de causa efeito não tenha sido estabelecida em termos estatísticos, esse período de 1991 a 1997 foi o período onde se observou uma elevada taxa de produtividade da indústria brasileira.


4. A SITUAÇÃO ATUAL

Uma das exigências da ISO 9000 é que as empresas avaliem os seus fornecedores e prestadores de serviços. As empresas certificadas pela ISO 9000 passaram a fazer exigências dos seus fornecedores, geralmente empresas de pequeno e médio porte. A PETROBRÁS e a TELEBRÁS foram empresas onde o nível de exigência se tornou mais rigoroso. Para continuar a fornecer para essas empresas era necessário implantar sistema de qualidade e ser aprovado nas auditorias realizada pela empresa. Outras empresas passaram a adotar critérios menos rigorosos, mas todas exigiam uma melhoria na qualidade dos produtos e serviços. Em pesquisa realizada em 1997 ficou constatado que 60 % das empresas certificadas no Brasil são pequenas e médias.

Ao final de 1998 o Brasil atingiu a marca de 3.600 empresas com sistema de qualidade certificado pelas normas da série ISO 9000, estando em 22. Lugar no mundo. O número ainda não está compatível com o tamanho da economia brasileira ( 10. do mundo ), mas a taxa de crescimento continua elevada, dobrando o número de empresas a cada ano. Esperamos estar numa posição mais confortável nos próximos cinco anos.

O movimento pela qualidade prossegue em ritmo acelerado na economia brasileira. A ISO 9000 que no início estava restrita ao segmento industrial, hoje também avança na área de serviços. Empresas dos mais diferentes ramos de atividade buscam a certificação ISO 9000 como forma de demonstrar para seus clientes a preocupação com a qualidade e como forma de diferenciação a ser explorada pela área de marketing.

Empresas que implantaram a ISO 9000 começaram a perceber as limitações da norma. A norma não abrange todas as áreas da empresa. Por exemplo, a área financeira fica fora. Na ISO 9000 também o foco está no cliente. Essas empresas passam a implantar programas de qualidade total, que além do cliente, preocupam-se com os empregados, com os acionistas, com os fornecedores e com a sociedade como um todo.

Aquelas empresas que estão em estágio mais avançado já começam a almejar o Prêmio Nacional da Qualidade.

Ainda como subproduto do PBQP, alguns estados implantaram programas estaduais de qualidade. O estado que encontra-se mais avançado é o Rio Grande do Sul, estando a Bahia em segundo lugar. Esses dois estados criaram prêmios estaduais de qualidade com o objetivo de incentivar as empresas. No mês de dezembro realizou-se a primeira premiação na Bahia.

A implantação de programas de qualidade é feita através de intensos programas de treinamento, onde se procura mudar a forma de atuação das pessoas, dentro dos princípios da qualidade. Esses programas despertam nas pessoas a importância do cliente. E essas pessoas passam a se colocar nesse papel. Com isso o conceito de consumidor e seus direitos passa a ser internalizado. Nesse aspecto, além do benefício do aumento da produtividade, temos também o benefício da mudança de postura das pessoas, que passam a exigir mais os seus direitos, cumprindo um papel de cidadania. Esse é um benefício que só será constatado a longo prazo mas que já se observa na postura das pessoas que adquiriram conhecimentos da área da qualidade.


5. CONCLUSÃO

Para conseguir sobreviver à concorrência do mercado internacional, as empresas brasileiras ( A SOCIEDADE ) foram induzidas pelo governo ( O ESTADO ) através da redução das alíquotas de importação e do PBQP a aumentar a sua competitividade. Os resultados foram positivos uma vez que no período houve um aumento na produtividade das indústrias brasileiras, conforme levantamentos do IBGE, e não houve um número significativo de falências entre as grandes empresas brasileiras, ao contrário do que ocorreu na Argentina em situação similar.


6. PALAVRAS DO TEXTO RELATIVAS A ESTADO E SOCIEDADE

6.1 GOVERNO

No Brasil o governo tem um papel importante na Economia. Anteriormente, devido ao processo de estatização, quando o Estado assumia o papel de produzir bens em áreas consideradas estratégicas. Mais recentemente, o governo assumiu o papel da reforma do Estado, promovendo a desestatização. Agora o governo prossegue criando órgãos reguladores, como a ANATEL.


6.2 SOCIEDADE

No trabalho o termo sociedade se refere aos empresários, movidos a implantar programas de aumento de competitividade. Refere-se também aos consumidores, que passam a tomar uma atitude mais pró-ativa.


6.3 POLÍTICA

É um termo genérico. No trabalho refere-se mais à política industrial do governo.


6.4 ESTADO

A reforma do estado é uma das etapas importantes do atual processo político. As lideranças do país, políticas e empresariais, estão convencidas que só através da reforma do Estado o país vai Ter condições de voltar a crescer. O texto aborda um dos aspectos da reforma do Estado, que trata da abertura da economia brasileira à competição internacional.


6.5 DEMOCRATIZAÇÃO

No Brasil esse termo tem o significado de eleições livres, dentro das regras do jogo estabelecidas, e imprensa livre, limitada aos interesses dos grupos econômicos proprietários dos meios de comunicação. Ainda há muito o que se fazer no país nesse sentido. Só há democracia plena quando há ampla liberdade de escolha. E isso só pode ocorrer quando houver um nível mínimo de educação da sociedade.


6.6 PARLAMENTO

Refere-se ao Congresso Nacional, que no Brasil tem o principal papel de referendar, com algumas modificações, as propostas do Governo. O nosso Congresso não se destaca pelas propostas que faz.


6.7 PRODUTIVIDADE

Significa fazer mais, utilizando menos recursos. É a produtividade que torna uma empresa competitiva.


6.8 MERCADO

É o contexto onde ocorre a concorrência, que vai motivar as empresas na busca da competitividade.


6.9 CONCORRÊNCIA

É o agente que vai provocar a busca da competitividade das empresas.


6.10 DESENVOLVIMENTO

No período militar o Brasil adotou o modelo de desenvolvimento baseado na substituição de importações com a infra-estrutura fornecida por empresas estatais. Após o período Collor o modelo mudou para a abertura de mercado, tendo como pano de fundo o neo-liberalismo.


7. BIBLIOGRAFIA

Castells, Manuel. La sociedad red. Allianza Editorial

Kendrick, J. W. Total factor productivity - What it does and does not measure. The George Washington University

Levy, Alberto. Competitividade organizacional. São Paulo: Makron Books, 1986

Loiola, Elizabeth. A competitividade de termoplásticos do Complexo Químico Brasileiro. Salvador: Fundação CPE, 1994

Oliveira, Marcos. Qualidade: o desafio da pequena e média empresa. Rio de Janeiro: Ed. Qualitymark, 1993

Oliveira, Marcos. Implantando a ISO 9000 na pequena e média empresa. Rio de Janeiro: Ed. Qualitymark, 1996

Oliveira, Marcos. Brazil's ISO 9000 surge is nuclear powered. Geneve: ISO 9000 NEWS, 1995

Oliveira, Marcos. ISO 9000: o desafio do Polo Petroquímico de Camaçari. Rio de Janeiro: 5. Congresso Brasileiro de Petroquímica, 1992

Suarez, Marcus. Petroquímica e tecnoburocracia. São Paulo: HUCITEC, 1986

Teixeira, Francisco. A dinâmica empresarial e tecnológica das empresas do Complexo Petroquímico de Camaçari. Rio de Janeiro: Revista de Administração de empresas, 1988


Criado pela Open-School